Em obras com certo grau de incerteza (reabilitação de edifícios antigos, abertura de roços ou chãos sem saber exatamente o que há por baixo), não incluir uma rubrica de imprevistos no orçamento é uma aposta arriscada que costuma acabar em conflito.
Quanto reservar consoante o tipo de projeto
Como referência orientativa, em obra nova ou remodelação bem definida sobre plantas claras, uma margem de imprevistos de 5-10% costuma ser suficiente. Em reabilitações de edifícios antigos ou intervenções em que se desconhece o estado real após demolir (instalações antigas, estrutura oculta), é razoável subir essa margem para 10-20%.
Como comunicá-lo sem parecer «cobrar a mais»
Explicar a rubrica de imprevistos como um seguro perante achados razoavelmente esperáveis (e não como um saco sem fundo para qualquer coisa) ajuda o cliente a entendê-la como algo lógico, e não como uma tentativa de inflacionar o preço sem justificação.
O que fazer se o imprevisto não for usado
Se no final da obra a rubrica de imprevistos não tiver sido necessária por completo, comunicá-lo com transparência e ajustar a fatura final (ou devolver a diferença, segundo o acordo prévio) gera muita confiança para futuros trabalhos com esse mesmo cliente.
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