Um dos erros mais habituais entre profissionais que começam por conta própria é orçamentar apenas o custo direto de material e horas, sem incluir uma margem que cubra o resto das despesas do negócio.
O que deve cobrir a margem, para além do lucro
A margem não é apenas «ganho extra»: deve cobrir também despesas indiretas como o veículo, ferramentas, seguros, contabilidade, tempo dedicado a orçamentar e coordenar (que não é tempo faturado diretamente), e uma almofada para imprevistos que inevitavelmente surgem em algum projeto.
Referências orientativas consoante o tipo de trabalho
Como referência geral do setor da construção e remodelações em Espanha, é habitual uma margem entre 15% e 30% sobre o custo direto, sendo maior em projetos pequenos ou de muita coordenação (onde o tempo de gestão pesa mais) e menor em projetos grandes com mais volume de material.
Porque baixar a margem para «ganhar o trabalho» sai caro
Reduzir a margem para oferecer o preço mais baixo do mercado pode ganhar o projeto a curto prazo, mas deixa o profissional sem capacidade de absorver imprevistos nem de reinvestir no seu negócio. Uma margem insuficiente mantida no tempo é uma das principais causas de um trabalhador independente não chegar ao fim do mês apesar de ter trabalho constante.
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